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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quarta semana - de 19 a 23 de Março

Bem-vindos de novo caros leitores!

No decorrer da quarta semana de estágio, foi celebrado no dia 21 de Março o Dia Mundial da Floresta e no decorrer do dia 20 foram realizadas várias atividades ao ar livre com crianças que frequentam o 5ºano de escolaridade, com o intuito de as consciencializar para a importância das árvores para o meio ambiente, bem como para a nossa qualidade de vida. Deste modo, antes de passar a explicar quais foram as atividades realizadas, irei primeiramente abordar a temática do Dia Mundial da Floresta, de modo a expor a sua utilidade e importância para a população. 

O Dia Mundial da Floresta é celebrado em Portugal e em vários outros países no dia 21 de Março em associação com o início da Primavera. Esta celebração foi iniciada em 1971 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de comemorar a importância das florestas para o ser humano, uma vez que estas tornam os ecossistemas habitáveis e garantem a conservação da vida na Terra. A partir de 1971, esta data passou a ser celebrada anualmente em diversos países e a Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2011 como o Ano Internacional das Florestas com o lema “Florestas para Todos”, com o intuito de sensibilizar a população para a importância dos ecossistemas florestais no desenvolvimento sustentável global e ao mesmo tempo promover a conservação das florestas mundiais. As florestas são um bem comum, um património essencial para a manutenção da vida no nosso planeta, que contribui de forma inestimável para a garantia de uma boa qualidade de vida. Este recurso natural deve ser preservado, protegido e valorizado, visto ser fonte de alimento, de manutenção da biodiversidade e de ar puro pois as árvores funcionam como os “pulmões da Terra”, sem elas não pode existir ar purificado para o ser humano respirar. Contudo, apesar de a sua importância ser crucial para a nossa sobrevivência, estas nem sempre são devidamente protegidas, pois assistimos cada vez mais à escassez de florestas naturais por todo o mundo, maioritariamente devido à indústria, ao crescimento demográfico e à exploração excessiva da madeira. Deste modo, é essencial alertar e sensibilizar a população através da educação ambiental para que seja criada uma nova consciência ambiental, tendo como objetivo proteger, defender e não contribuir para a destruição das florestas e de todos os seus recursos.

Devido à incontestável importância das florestas para o bem-estar geral do ser humano, a Câmara Municipal de Beja realiza todos os anos no dia 20 ou 21 de Março, um dia dedicado aos mais novos intitulado “Vamos Salvar a Floresta”, no decorrer desse dia são realizadas várias atividades ao ar livre na mata/parque de merendas de Beja. Este ano esse dia foi realizado em conjunto com várias entidades como os Bombeiros Voluntários de Beja, a GNR, a Direção Regional de Florestas do Alentejo, a Quercus e a Escola Superior de Educação de Beja. Ao longo deste dia temático, foram recebidas várias turmas do 5º ano das Escolas de Santiago Maior e de Mário Beirão, sendo cada turma prontamente dividida por vários monitores que ficaram encarregues de acompanhar cada turma aos variados jogos a ser realizados na mata. Estes jogos estavam divididos em várias estações, nomeadamente:
  • Estação 1 – GNR
  • Estação 2 – Direção Regional de Florestas do Alentejo
  • Estação 3 – Grande Jogo
  • Estação 4 – Quercus
  • Estação 5 – Escola Superior de Educação de Beja
  • Estação 6 – Divisão de Zonas Verde
Eu e a minha colega Carina ficámos encarregues de duas turmas, uma durante o período da manha e outra durante o período da tarde e cada turma tinha que passar por todas as atividades planeadas. Confesso que sempre tive um gosto especial pelo trabalho com crianças, por isso fiquei bastante entusiasmada com esta tarefa que no final do dia se revelou um sucesso. Assim sendo, passo a explicar o que foi realizado em cada atividade.

Estação 1 - GNR
Nesta estação as crianças tiveram a oportunidade de montar a cavalo com o auxílio dos agentes da GNR. Para muitas, esta foi a primeira vez que tiveram contacto direto com um cavalo, por isso esta foi uma atividade bastante entusiasmante para os mais pequenos.
Figura 1 - Estação da GNR onde os alunos montaram a cavalo.

Estação 2 – Direção Regional de Florestas do Alentejo
Durante esta atividade estiveram presentes dois representantes da Direção Regional de Florestas do Alentejo, que prontamente passaram a explicar às crianças de forma didática, quais os vários tipos de árvores existentes no Alentejo, quais os seus tipos de folha, tronco e fruto. De seguida, foi efetuado um pequeno jogo no qual as crianças observavam vários tipos de folhas e de troncos de árvores e tinham que adivinhar qual era a folha pertencente a cada tronco.
Figura 2 - Estação da Direção Regional de Florestas do Alentejo onde os alunos identificaram as folhas e os troncos de várias árvores.

Estação 3 – Grande Jogo
Este foi o jogo que fez furor entre todos, fez as delícias de todas as crianças que participaram. Neste jogo era simulado um incêndio florestal e as crianças tinham diversas funções entre si e foram repartidas por vários locais: posto de controlo, carro da GNR, carro da PSP, carro dos bombeiros, carro da proteção civil e ambulância. Posto isto, ao avistar o incendio do posto de controlo, o aluno encarregue de ser comandante dá o alerta e de seguida partem os carros da proteção civil, dos bombeiros, GNR e PSP em direção ao local do incendio. Nesse local, os alunos com o auxílio dos profissionais, conseguiram extinguir o fogo e dar a ocorrência do sucedido à polícia. No entanto, o incêndio faz alguns feridos fictícios, pelo que é necessário chamar a ambulância que imediatamente presta ajuda aos feridos. Esta atividade foi, sem dúvida alguma, a favorita de todos os participantes pois os alunos puderam ser policias, bombeiros e enfermeiros por um dia e ao mesmo tempo puderam andar nos carros oficiais com as luzes de emergência e sirenes ligadas.
Figura 3 - Estação do Grande Jogo onde foi simulado um incêndio florestal.

Estação 4 – Quercus
Nesta estação estavam dois representantes da Quercus, que passaram a explicar às crianças as diferenças entre algumas árvores existentes na mata. Seguidamente, foi realizado um pequeno jogo onde os alunos teriam de identificar corretamente cada uma das árvores através de uns papeis que os ajudaram nesta descoberta.
Figura 4 - Estação da Quercus onde os alunos tiveram que identificar os tipos de árvores existentes na mata.

Estação 5 - Escola Superior de Educação de Beja
Esta estação era da responsabilidade dos alunos de educação básica da Escola de Educação que tinham preparados diversos jogo didáticos para realizar com os alunos, por serem vários jogos não os irei explicar um por um para não tornar a leitura demasiado extensa. No entanto, todos os jogos tinham o mesmo objetivo, testar os conhecimentos dos alunos sobre o que se pode ou não fazer numa floresta e qual a importância das árvores para o nosso bem-estar. Com estes jogos foi possível perceber que as crianças na sua totalidade estavam muito bem informadas sobre a importância da floresta e como protegê-la. 
Figura 5 - Estação da ESEB onde os alunos participaram em jogos didáticos.

Estação 6 – Divisão de Zonas Verdes
Nesta atividade foi necessário dirigirmo-nos ao Parque da Cidade, sendo também esta uma das atividades favoritas das crianças pois puderam plantar vários vasos de ervas aromáticas com o auxílio de um jardineiro da Câmara Municipal de Beja que passou a explicar ao alunos como se pode plantar as ervas aromáticas e quais os cuidados a ter quando se planta algo na terra. Nesta atividade, a maioria dos alunos voluntariou-se para proceder à plantação das ervas aromáticas, pois eram poucos os alunos que já tinham plantado alguma planta na sua vida.

Figura 6 - Estação da Divisão de Zonas Verdes na qual os alunos plantaram ervas aromáticas.


Penso que este dia temático é uma ótima iniciativa por parte da Câmara Municipal de Beja pois a a ideia geral foi mostrar que a floresta, com todo o seu património natural e cultural, desempenha um papel importante na nossa vida e que todos nós, independentemente da nossa idade devemos contribuir para a preservação da biodiversidade, das plantas e animais. É uma atividade especialmente importante para as crianças pois é uma forma apropriada de promover o conhecimento e compreensão da importância da floresta, uma vez que esta contribui para o equilíbrio do planeta e dos processos naturais. Contribui também para que as crianças desenvolvam atitudes civicamente corretas para com as florestas e ao mesmo tempo contribui para o interesse dos mais novos pelas atividades ao ar livre com contato direto com a natureza.

Espero que continuem a acompanhar o meu blogue, caros leitores. Em breve irei fazer uma publicação referente às vistorias realizadas durante a quinta semana de estágio.

Até Breve.

Fontes:

Comité Internacional para o Ano Internacional das Florestas - http://www.florestas2011.org.pt/

Forestis. Associação Florestal de Portugal - http://www.forestis.pt/recursos_c,5,132.aspx







segunda-feira, 2 de abril de 2012

Segunda e Terceira semana - de 5 a 16 de Março

Após a primeira semana de adaptação ao novo local de estágio, seguiram-se duas semanas nas quais me senti bastante à vontade para desenvolver as atividades requeridas pela Engª Cláudia. Ao longo destas duas semanas, eu e a minha colega Carina abordámos a temática da educação ambiental, com o intuito de consciencializar a população para a constante degradação da natureza devido aos nossos hábitos quotidianos, bem como para a consequente redução da qualidade de vida do ser humano. Deste modo, é extremamente importante alertar a população para a necessidade de adaptar/alterar os seus comportamentos de maneira a torna-los mais eficientes contribuindo assim para a preservação do meio ambiente. Face à importância desta questão, é necessário tornar os cidadãos conscientes dos seus atos, sendo este o principal fator que motivou a decisão de elaborar um conjunto de conselhos denominados “Eco-Conselhos”. Estes eco-conselhos são nada mais, nada menos do que pequenas sugestões direcionadas para todos os estratos sociais da população e serão exibidos em formato pdf no site da Câmara Municipal de Beja, com o objetivo de apresentar meios simples e práticos de adaptar as atividades e comportamentos habituais do quotidiano e torná-los mais amigos do ambiente. Na elaboração destes eco-conselhos foram incluídos 7 temas:
  • Água;
  • Ar;
  • Ruído;
  • Energia;
  • Resíduos;
  • Produtos de limpeza,
  • Espaços verdes. 
Para cada um destes temas são apresentadas dicas e conselhos para serem executados pequenos gestos sustentáveis no dia-a-dia da população de modo a torná-los mais conscientes do impacto que as suas ações podem ter na Natureza que os rodeia, bem como na sua própria saúde e bem-estar. De seguida, apresento alguma informação importante sobre cada um destes temas, bem como o folheto que realizámos e depois passarei a expor os eco-conselhos que serão colocados ao dispor dos munícipes de Beja.

Água
A água é um dos fatores fundamentais para a existência de vida no Planeta Terra, contudo este bem essencial está cada vez mais escasso, maioritariamente devido à sua má gestão por parte do Homem que considerou a água um bem adquirido e inesgotável. Contudo a água no nosso planeta não é infindável, sendo por isso estritamente necessário reduzir ao máximo a sua utilização indevida e o seu gasto desnecessário nas nossas atividades diárias, pois a água é um recurso que é utilizado em praticamente todas as atividades realizadas pelo Homem, no entanto, é importante saber consumir água de uma maneira correta e não em excesso, pois a água é essencial à nossa sobrevivência.

Ar
Atualmente, vivemos numa sociedade em que existem cada vez mais transportes rodoviários, o que se reflete na crescente poluição do ar, bem como na deterioração da qualidade do ar que respiramos. Deste modo, é essencial saber escolher um veículo de acordo com as necessidades quotidianas, com o objetivo de não utilizar um veículo excessivamente poluente em situações de viagens pequenas ou esporádicas. Outra atitude a adotar é a eco-condução, ou seja, é uma condução amiga do ambiente pois tem por base a condução a velocidades moderadas, o que reduz o consumo de combustível e diminui a emissão de gases poluentes para a atmosfera. Assim, pode poupar não só no consumo de combustível, como também contribui para a proteção do ambiente.

Ruido
O ruido é uma ameaça muito subestimada que pode acarretar problemas bastante graves para a saúde humana, pois pode desencadear uma série de problemas de saúde caso a exposição ao ruido seja excessiva e feita a médio ou longo prazo, tais como a diminuição de audição, distúrbios do sono, problemas cardiovasculares e stress. Contudo, existem grupos mais suscéptiveis, tais como as crianças, sendo por isso necessário adotar medidas para reduzir a exposição ao ruido excessivo.

Energia
À semelhança da água, a energia é também utilizada diariamente em quase todas as atividades como a televisão, o computador, os eletrodomésticos e a luz sendo por isso indispensável saber utilizar este recurso de uma forma racional e moderada, pois é importante começar a pensar nas gerações futuras, seguindo alguns conselhos para poupar energia e utilizá-la de modo menos excessivo, tendo principal atenção ao frigorífico, pois é o eletrodoméstico que mais energia consome, sobretudo por ter um uso contínuo durante o dia.

Resíduos
A má ou inadequada gestão de resíduos continua a ser um dos principais problemas com impacto direto na qualidade do ambiente, pois a produção de resíduos é, atualmente, cada vez mais excessiva e o desinteresse pela correta separação de resíduos através da reciclagem também tem contribuído para a degradação do meio ambiente. Posto isto, é decisivo fazer frente a esta produção excessiva de resíduos e sensibilizar a população para aderir à reciclagem de materiais, o que irá contribuir para a proteção do ambiente e ao mesmo tempo irá melhorar a qualidade de vida da população.

Produtos de Limpeza
No quotidiano, são utilizados diversos produtos de limpeza que são poluentes, ou seja, podem gerar resíduos contaminantes que são libertados para a atmosfera, o que degrada não só a qualidade do ar, como também todo o ambiente em geral. Na maioria das vezes, as pessoas utilizam estes produtos sem saberem ao certo se estes são poluentes ou não, por isso, é bastante importante que na hora de comprar novos produtos de limpeza, seja tomada especial atenção aos componentes dos produtos de modo a averiguar se estes são ou não amigos do ambiente.

Espaços verdes
Os espaços verdes são essenciais para garantir uma boa qualidade de vida à população pois purificam o ar que respiramos, é especialmente importante para as populações que habitam zonas urbanas, nas quais os espaços verdes podem ser escassos ou insuficientes. Estes espaços permitem manter o equilíbrio da população com o ambiente e providenciar-lhes um local de contacto direto com a natureza. No entanto, muitas vezes estes espaços são danificados e maltratados pelas pessoas que os frequentam, sendo por isso necessário consciencializar a população da importância dos espaços verdes e indicar-lhes medidas a adotar para garantir que estes espaços são preservados e mantidos em boas condições de limpeza.


Apresento abaixo o documento dos Eco-Conselhos em formato pdf, realizado por mim e pela minha colega Carina. (Clique no link para visualizar o documento).

ecoconselhos


Em breve estarei de volta com novas atualizações, continuem a seguir o blogue e estão à vontade para colocar questões.




Fontes:

Câmara Municipal do Seixal. Eco Sugestões - http://www.cm-seixal.pt/CMSEIXAL/AMBIENTE/ECO_SUGESTOES/




Municipio de Aljustrel. Eco Sugestões - http://www.mun-aljustrel.pt/menu/260/eco-sugestoes.aspx




quinta-feira, 22 de março de 2012

Primeira Semana - de 27 de Fevereiro a 2 de Março

A primeira semana de estágio, à semelhança do que aconteceu no estágio do semestre passado, foi uma semana recheada de espectativa, entusiasmo, adrenalina e algum nervosismo, pois trata-se de um novo local de estágio, onde irão ser realizadas tarefas completamente distintas das executadas anteriormente no serviço de saúde pública. Contudo, o nervoso miudinho desapareceu rapidamente devido ao facto de não estar a realizar estágio sozinha pois nesta nova etapa conto com o companheirismo da minha amiga e colega de turma Carina Guerreiro, com a qual tenho a certeza que irei formar uma excelente equipa de trabalho. Deste modo, fomos ambas recebidas de uma forma muito carinhosa e acolhedora por parte de todos os trabalhadores da Divisão de Serviços Urbanos, especialmente pela nossa tutora de estágio, a Engª Cláudia Videira que prontamente passou a explicar quais as áreas e as atividades que iremos abordar e realizar ao longo do nosso estágio e que se mostrou completamente disponível para nos esclarecer quaisquer dúvidas que eventualmente possam surgir no desenvolvimento destas atividades.

Posto isto, a Engª Cláudia informou-nos que o site da Câmara Municipal de Beja se encontra em atualizações e que era necessário fazer alguma pesquisa para posteriormente se proceder à realização de textos informativos para colocar no site sobre biodiversidade, zonas e espécies protegidas e qualidade do ar. Assim, após recebermos esta tarefa, eu e a minha colega Carina colocamos mãos ao trabalho e prontamente passámos à pesquisa de modo a adquirir informação relevante sobre estes temas que são de extrema importância para o ambiente bem como para a qualidade de vida da população. De seguida, apresento alguma informação relevante sobre estes temas.

Biodiversidade:
A proteção do meio ambiente, bem como da saúde da população é cada vez mais uma prioridade na sociedade atual, sendo por isso necessário que sejam feitos esforços que visem garantir um desenvolvimento sustentável que salvaguarde a biodiversidade. Esta é sinónimo de variedade biológica, pois abrange uma vasta diversidade de organismos vivos num ambiente espacial, sejam eles espécies, genes ou ecossistemas. Deste modo, o Decreto-Lei nº 142/2008, de 24 de Julho estabelece o regime jurídico da conservação da natureza e da biodiversidade, uma vez que a biodiversidade contribui não só para o bem-estar humano, como também é considerada património natural e cultural de cada território, sendo por isso extremamente importante que a nossa sociedade contribua para a sua preservação pois a perda sistemática de biodiversidade acarreta consequências gravíssimas para a nossa geração, bem como para as futuras.                                                                                                       
As alterações verificadas nos habitats naturais, são maioritariamente derivadas do uso excessivo de recursos naturais através da exploração desmesurada das florestas, rios e solos, da poluição, da construção, da produção agrícola e das alterações climáticas. Posto isto, é importante sublinhar que para tirar partido da biodiversidade de uma forma sustentável, é necessário usar os recursos naturais a uma taxa que permita à natureza renová-los. É no seguimento desta preocupação que surge a Pegada Ecológica, cujo objetivo é fazer uma estimativa da quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida, com o intuito de avaliar de que forma as atividades habituais do nosso quotidiano estão de acordo com a capacidade da natureza renovar os seus recursos naturais.

Figura 1 - Dicas sobre como preservar a biodiversidade.


Zonas Protegidas:
As áreas protegidas podem ter âmbito nacional, regional ou local, consoante os interesses que pretendem proteger, deste modo são classificadas como área protegida, todas as áreas terrestres, as águas interiores e marítimas em que a biodiversidade ou outras ocorrências naturais apresentem uma relevância que justifique e demande medidas específicas de conservação e gestão que visem a promoção da gestão racional dos recursos naturais e a valorização do património natural, de acordo com o descrito no Decreto mencionado acima. Esta classificação visa conceder-lhe um estatuto legal de proteção que assegure a conservação da biodiversidade, existindo 5 tipologias de áreas protegidas, nomeadamente: Parque Natural, Parque Nacional, Paisagem Protegida, Reserva Natural e Monumento Natural.
No distrito de Beja localiza-se um dos 14 Parques Naturais de Portugal, o Parque Natural do Vale do Guadiana, criado pelo Decreto Regulamentar nº 28/95, de 18 de Novembro. Este Parque abrange os concelhos de Serpa e Mértola, tendo uma área de aproximadamente 69.773 ha e possui uma biodiversidade rica que contém uma grande variedade de fauna (mais de 16 espécies de peixes) e flora, incluindo os grandes cursos de água, matos, montados, afloramentos rochosos e elevações quártzicas. É uma área protegida que contém paisagens naturais bem como uma grande diversidade de animais, pelo que a lei garante que sejam tomadas medidas que garantam a sua defesa, conservação, manutenção e valorização da diversidade ecológica que é tão importante para a natureza.
Figura 2 - Parque Natural do Vale do Guadiana.

Espécies Protegidas:
As espécies protegidas são muitas vezes as espécies raras ou em vias de extinção, cuja quantidade de animais dessa espécie é muito reduzida, sendo por isso estritamente proibido contribuir para o seu desaparecimento intencional, contudo alguns fatores como a poluição proveniente da atividade humana e a destruição da natureza que serve de habitat para estas espécies, continua a acontecer atualmente. Posto isto, torna-se relevante mencionar que uma das espécies de aves que mais se observam não só na nossa região do Alentejo, mas também em todo o país é a espécie das andorinhas-dos-beirais
Figura 3 - Andorinha-dos-beirais e o seu ninho.

Estas aves são migratórias e constroem os seus ninhos nos beirais das habitações das zonas urbanas, sendo por isso muitas vezes fonte de transtorno e desagrado por parte dos habitantes. Todavia, esta espécie é protegida por lei em Portugal, e de acordo com Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de Abril, que transpõe a Directiva da CEE nº 79/409 de 2 de Abril,  é proibido destruir ou danificar os ninhos que estas aves constroem junto das habitações e apesar do incómodo causado, estas aves são importantes para manter o equilíbrio no nosso ecossistema pois alimentam-se maioritariamente de moscas e certos insetos que provocam grandes pragas na agricultura. Assim sendo, é necessário que a população aprenda a viver em harmonia com esta ave protegida por lei.                                                      
Contudo, existe outra ave que também causa um grande transtorno para os habitantes de zonas urbanas: os pombos. É comum encontrarmos estas aves neste tipo de zonas, contudo, a sua reprodução desmesurada tem efeitos nocivos para a saúde pública, bem como para o ambiente. Esta quantidade excessiva de pombos deve-se ao facto da população ter o mau hábito de alimentar estas aves com pão e milho pois o seu ciclo reprodutivo é regulado pela disponibilidade de alimentos, e à existência de locais (calhas, varandas, terraços indevidamente limpos) que funcionam como abrigos favoráveis à nidificação. A abundância de pombos pode trazer consequências prejudiciais à saúde da população (ver Figura 4), mas podemos prevenir que estas aves continuem a aparecer em excesso através de algumas medidas, tais como:
  • Não alimente os pombos;
  • Vede os locais que facilitem a nidificação dos pombos,
  • Limpe periodicamente as calhas, varandas, algerozes, forros de telhado da sua casa.
Figura 4 - Consequências da quantidade excessiva de pombos em zonas urbanas.

Qualidade do Ar:
Quando falamos em qualidade do ar estamos a referir-nos ao grau de poluição existente no ar que respiramos. A poluição do ar é a introdução direta ou indireta de poluentes na atmosfera pelo Homem, ou seja, significa a presença na atmosfera de um ou mais contaminantes tais como poeiras, fumos, gases, ou vapores em quantidades que possam ser nocivas para a vida humana e que possam causar danos aos recursos biológicos e ecossistemas. Os principais poluentes constituintes do índice de qualidade do ar são: o monóxido de carbono (CO), o dióxido de azoto (NO2); o dióxido de enxofre (SO2); o o ozono (O3) e as partículas finas ou inaláveis (PM10). Estes podem ter origem no tráfegoautomóvel, na atividade industrial, em aterros sanitários e em processos agrícolas. São diversas as consequências da poluição atmosférica, tendo impacte para o ambiente e para a saúde humana, tais como: a degradação acentuada da qualidade do ar, danos para a saúde pública bem como para os ecossistemas, deterioração da camada do ozono estratosférico e aquecimento global/alterações climáticas. Posto isto, é necessário agir de acordo com o Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de Setembro, e com as normas e as orientações da Organização Mundial de Saúde, destinados a preservar a qualidade do ar quando esta é boa e melhorá-la caso contrário. Deste modo, podemos cumprir algumas medidas que contribuem para melhorar a qualidade do ar, tais como: utilizar os transportes coletivos em vez do transporte individual, andar a pé quando pretendemos percorrer pequenas distâncias, praticar uma condução a velocidades moderadas e manter uma boa manutenção do veículo para reduzir a quantidade de emissão de gases para a atmosfera.                                                                                                                  
Para além da qualidade do ar exterior, é também extremamente importante garantir uma boa qualidade do ar interior, pois presentemente, as pessoas passam cada vez mais tempo em ambientes interiores quer seja em casa, na escola ou no local de trabalho. Neste ambientes também existem diversas fontes de poluição do ar, tais como a ventilação insuficiente ou inadequada renovação de ar, a existência e utilização constante de equipamentos e materiais poluentes. Assim sendo, é imprescindível adotar algumas medidas que contribuam para melhorar a qualidade do ar interior:
  • Assegure-se que os sistemas de ventilação funcionam corretamente;
  • Não fume em espaços fechados, ou então garanta que o espaço é devidamente ventilado;
  • Utilize produtos de limpeza, materiais e equipamentos menos poluentes,
  • Garanta que a entrada de ar novo está afastada de fontes de poluição, evitando assim a entrada de maus odores e poluentes.
Deste modo, se as medidas aconselhadas forem cumpridas, podemos contribuir não só para a redução da deterioração da qualidade do ar, como também para a garantia de uma boa qualidade do ar e consequentemente, uma boa qualidade de vida. É importante também referir que existem várias estações de medição da qualidade do ar em Portugal, existindo 6 no Alentejo (5 no Alentejo Litoral e 1 no Alentejo Interior). Confira aqui a qualidade do ar medida no estação mais próxima da cidade de Beja: http://www.qualar.org/index.php?page=2.

Continuem atentos ao meu blog, pois em breve irei continuar as atualizações e irei publicar as atividades realizadas ao longo da segunda e terceira semana de estágio. 

Fontes:

Agência Europeia do Ambiente - http://www.eea.europa.eu/pt

Agência Portuguesa do Ambiente. QualAr – Base de Dados On-line sobre Qualidade do Ar - http://www.qualar.org

Câmara Municipal de Beja - http://www.cm-beja.pt/


Diário da República, Decreto-Lei nº 140/99, de 24 de Abril -http://dre.pt/pdf1sdip/1999/04/096A00/21832212.pdf

Diário da República, Decreto-Lei nº 142/2008, de 24 de Julho - http://dre.pt/pdf1sdip/2008/07/14200/0459604611.pdf

Diário da República, Decreto-Lei nº 102/2010, de 23 de Setembro - http://dre.pt/pdf1sdip/2010/09/18600/0417704205.pdf

Diário da República, Decreto Regulamentar nº 28/95, de 18 de Novembro - http://dre.pt/pdf1sdip/1995/11/267B00/71117113.pdf

Eur-Lex. Acesso ao Direito da União Europeia, Directiva (CEE) nº79/409, de 2 de Abril - http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=DD:15:02:31979L0409:PT:PDF

Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/Homepage.htm


Quercus. Conservar a Biodiversidade - http://conservacao.quercusancn.pt/

Verde Vida. Controlo de pombos - http://www.verdevida.net/?file=controle_pombos




domingo, 18 de março de 2012

Enquadramento Teórico

Para uma correta e total compreensão das atividades que irei realizar enquanto aluna de saúde ambiental a realizar estágio na Divisão de Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Beja, é crucial enunciar alguns conceitos aliados à temática em questão. Deste modo vou passar a explicar o que se entende por saúde ambiental e quais são as competências e áreas de intervenção de um Técnico de Saúde Ambiental.
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) "A Saúde ambiental aborda todos os fatores físicos, químicos e biológicos extrínsecos a uma pessoa, e todos os fatores relacionados suscetíveis de afetar os comportamentos humanos. Engloba a avaliação e controlo dos fatores ambientais que podem afetar a saúde, sendo diretamente direcionada para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde. Esta definição exclui o comportamento não relacionado com o meio ambiente, bem como o comportamento relacionado com o ambiente social, cultural e com a genética."
De acordo com o Decreto-Lei nº 117/95 de 30 de Maio, cabe ao Técnico de Saúde Ambiental atuar no controlo sanitário do ambiente, cabendo-lhe detetar, identificar, analisar, prevenir e corrigir os riscos ambientais para a saúde que possam ser causados:

  • Por fenómenos naturais ou por atividades humanas;
  • Pela evolução dos aglomerados populacionais;
  • Pelo funcionamento de serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública;
  • Por quaisquer outras causas.

Tendo em conta o vasto leque de áreas de atuação e competências atribuídas ao Técnico de Saúde Ambiental, as áreas nas quais este pode desenvolver atividades na Divisão de Serviços Urbanos, são as seguintes:

Proteção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doença:
  • Vigilância sanitária de sistemas de água para consumo humano e de sistemas de águas para utilização recreativa;
  • Participação nas ações visando a higiene dos alimentos;
  • Promoção e participação, em colaboração com as autarquias locais e outras entidades, em ações de melhoria das condições de saneamento básico,
  • Vigilância sanitária de sistemas de drenagem, tratamento, transporte e destino final de resíduos sólidos urbanos.
Proteção sanitária específica e luta contra os fatores de risco ligados à poluição:
  • Vigilância sanitária do lançamento de poluentes na água, ar e solo;
  • Promoção e participação, em colaboração com as autarquias e outras entidades, em ações que visam identificar e reduzir os fatores de risco para a saúde resultantes da poluição do ambiente, bem como proceder à avaliação e redução dos níveis sonoros de potencial risco para a saúde.
Higiene do habitat e promoção da salubridade urbana e rural:
  • Vigilância sanitária de estabelecimentos, promoção e participação, em colaboração com outras entidades, em ações que visem não só a manutenção e ou melhoria da salubridade do meio circundante, mas também a promoção de condições sanitárias corretas para o funcionamento e exploração;
  • Promoção e participação em ações de luta contra meios e agentes de transmissão de doença.
Higiene dos alimentos e estabelecimentos do sistema de produção e consumo:
  • Promoção e colaboração com outras entidades, no cumprimento de disposições legais, em ações de controlo oficial dos géneros alimentícios.

Saúde ocupacional:

  • Participação em ações de vigilância e controlo do ambiente e segurança dos locais de trabalho.

Educação para a saúde e formação:
  • Promoção da proteção ambiental primária e da educação para a saúde das populações e participação em programas de investigação do âmbito da sua área profissional.
Espero que a exposição destes conceitos tenha sido fundamental para a compreensão do âmbito do estágio que estou a realizar. Dentro de dias irei atualizar o blogue com as atividades realizadas na 1ª e 2ª semanas de estágio.

Até breve.


Fontes:
World Health Organization. Environmental Health - http://www.who.int/topics/environmental_health/en/

Diário da República, Decreto- Lei nº 117/95, de 30 de Maio - 




terça-feira, 6 de março de 2012

Caracterização do local de estágio


Sejam bem-vindos novamente caros leitores!

Como mencionei anteriormente encontro-me a realizar o último estágio de aprendizagem da minha licenciatura na Câmara Municipal de Beja, mais concretamente na Divisão de Serviços Urbanos (DSU) sob a tutela e orientação da Engª Cláudia Videira. De acordo com o descrito no Despacho n.º 19355-B/2010, de 30 de Dezembro referente à estrutura interna da Câmara Municipal de Beja, esta consiste num modelo estrutural misto, ou seja, é constituído por uma estrutura matricial e por uma estrutura flexível (na qual se insere a DSU). Para além de esta divisão onde estou a realizar o estágio, existem outras unidades orgânicas constituintes da estrutura flexível, que são as seguintes:

  • Divisão de Administração Geral (DAG);
  • Divisão Financeira (DF);
  • Divisão de Recursos Humanos (DRH);
  • Divisão de Planeamento e Ordenamento (DPO);
  • Divisão de Obras Municipais (DOM);
  • Divisão de Obras por Empreitada (DOE);
  • Divisão de Serviços Urbanos (DSU);
  • Divisão de Zonas Verdes (DZV);
  • Divisão de Educação (DE);
  • Divisão de Gestão Cultural e Juventude (DGCJ);
  • Divisão de Bibliotecas (DB);
  • Divisão de Desporto (DD);
  • Divisão de Turismo e Património Cultural (DTPC).


Para uma total compreensão do enquadramento do meu estágio nesta entidade, torna-se relevante expor algumas das competências atribuídas à Divisão de Serviços Urbanos, nomeadamente:

  • Contribuir para a melhoria contínua da qualidade ambiental no concelho de Beja no domínio da prestação dos serviços urbanos;
  • Providenciar e garantir a existência de condições de higiene, segurança e saúde no trabalho em todos os serviços na sua dependência e aplicação das respetivas normas e regulamentos;
  • Promover a proteção ambiental e sensibilizar a população para tal, garantindo o cumprimento da legislação em vigor e executar campanhas de sensibilização periódicas junto da população de modo a alertar para a importância da conservação dos espaços urbanos e da proteção da natureza;
  • Divulgar, junto das populações, as normas e procedimentos relativos à utilização de equipamentos e infra -estruturas dos serviços urbanos e assegurar a manutenção e conservação dos mesmos.


A Divisão, na qual me encontro possui a seguinte estrutura interna:

Figura 1 - Estrutura interna da Divisão de Serviços Urbanos.

Espero que continuem a acompanhar o meu blog, em breve irei publicar as atividades realizadas ao longo das primeiras semanas de estágio.

Até já.


Fontes:

Diário da República, Despacho nº 19355-B/2010, de 30 de Dezembro - http://dre.pt/pdf2sdip/2010/12/252000001/0000300015.pdf